segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dilma assinará cerca de 20 acordos de cooperação com a China

Dilma assinará cerca de 20 acordos de cooperação com a China
Principal objetivo é diversificar exportação, diz embaixadora brasileira.
Acordos preveem parcerias em tecnologia e esporte, para Copa de 2014.
Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília
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Acordos que devem ser assinados entre Brasil e China
Defesa Parcerias em produtos, serviços, gestão em material de defesa, e troca de conhecimento no setor. Também prevê intercâmbio de informações sobre a atuação dos dois países em missões de paz das Nações Unidas.
Recursos hídricos Parcerias no gerenciamento dos recursos hídricos e proteção de mananciais.
Pesos e medidas Acordo entre o Inmetro e empresa chinesa para a troca de conhecimento sobre produtos dos dois países, como pesos, medidas, qualidade.
Agricultura Parcerias no desenvolvimento de tecnologia em agricultura, para ampliar a produção de alimentos.
Agricultura tropical Parceria no desenvolvimento de tecnologia específica para a produção de alimentos em clima tropical.
Pesquisa agrícola Instalação do Lapex China, um laboratório da Embrapa que vai desenvolver pesquisas na área agrícola em conjunto com pesquisadores chineses.
Esportes Preparar o Brasil para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Prevê o intercâmbio de especialistas e troca de experiências.
Nanotecnologia O objetivo é desenvolver, em conjunto, novos materiais a partir de átomos, como chips de computador.
Bambu Novas tecnologias na exploração e produção de materiais feitos a partir do bambu.
Biocombustíveis Parcerias no desenvolvimento de energia dos biocombustíveis. Uma das possibilidades na China é desenvolver biocombustível a partir de algas.
Educação A finalidade é aprofundar, no Brasil, os estudos sobre China, em parceria com a UFRGS e Instituto Confúcio .
Intercâmbio Expandir o conhecimento mútuo dos dois países e disseminar o mandarim no Brasil e o português, na China.
Energia Desenvolver linhas de transmissão de energia de longa distância em parceria entre a Petrobras e o State Grid.
Telecomunicações O investimento será de US$ 200 milhões e terá como finalidade a produção de equipamentos de comunicação em território brasileiro.
A presidente Dilma Rousseff desembarcou na China no final da noite deste domingo (10) em uma viagem que traçará o rumo da relação do Brasil com o país asiático nos próximos anos. No país, Dilma assina cerca de 20 acordos comerciais nas áreas de tecnologia, agricultura, esporte, educação e comércio.
Terceira agenda internacional da presidente, a passagem de Dilma pelas cidades de Pequim, Sanya, Boao e Xian demonstram o interesse brasileiro em aumentar as relações comerciais e política com os chineses. No centro das negociações entre os dois países, está a exigência pelo Brasil de “reciprocidade”.
Entre os acordos que serão assinados com a China está um que prevê a venda de aeronaves da empresa brasileira Embraer para companhias aéreas chinesas. Os aviões farão voos regionais no país asiático.
Outros acordos que serão assinados estabelecem a instalação de um centro de pesquisa conjunta em nanotecnologia. Há também parcerias em pesquisa e inovação em agricultura, defesa, biocombustíveis, eletricidade e prospecção de petróleo.
A China pode contribuir compartilhando conhecimento nas áreas espacial e de nanotecnologia, enquanto Brasil está apto a dividir técnicas de localização e prospecção de petróleo e gás, por exemplo.

“Há terreno para avançarmos na área espacial e outras. A China é um país avançado. É o caso de intercambiarmos técnicas, métodos, visitas de especialistas”, disse a embaixadora Maria Edileuza Fontinele, subsecretária de Política do Itamaraty,
Serão oficializadas também parcerias entre a Petrobras e as empresas chinesas Sinochem e Sinopec para o desenvolvimento de tecnologias de prospecção e troca de experiências em pesquisas geológicas.

Outro acordo prevê parcerias no desenvolvimento de energia através de biocombustíveis. Uma das possibilidades estudadas na China é produzir biocombustível a partir de algas.
Comércio bilateral

Dilma Rousseff chega a Pequim. (Foto: AFP)
Apesar da disposição do governo brasileiro de negociar a ampliação das mercadorias exportadas para a China, será tarefa difícil vender produtos de alta tecnologia a um país que já produz, em grande escala e a preços competitivos, equipamentos modernos.
O pesquisador da área internacional do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicas (IPEA) Eduardo Costa Pinto explica que o Brasil deve negociar com a China a participação na cadeia produtiva de bens de alta tecnologia, como a produção de componentes de carros e máquinas.
“Batalhar por exportar tecnologia à China é tarefa inglória, mas podemos criar instrumentos de negociação para participar da cadeia produtiva de produtos de alta tecnologia, por exemplo, a produção de elementos de um carro”, afirmou.
Uma das possibilidades de agregar valor aos produtos brasileiros é investir em parcerias para o desenvolvimento de tecnologia, como o Brasil deve fazer com os acordos que serão assinados.
Para o professor de Relações Internacionais Universidade de São Paulo (USP) Gilmar Masiero, a prioridade da visita de Dilma à China deve ser a cooperação tecnológica.“Eu colocaria como item primordial as potencialidades de cooperação tecnológica. A tecnologia está muito cara para ser desenvolvida de forma independente”, disse em entrevista por telefone.
'Reciprocidade'
O país quer igualdade de condições tanto no acesso de mercadorias quanto na participação de empresas brasileiras em território chinês. De acordo com a embaixadora Maria Edileuza Fontenele, o Brasil quer ampliar a exportação de produtos tecnológicos, com maior valor agregado.
“A mensagem é: queremos exportar produtos de maior valor agregado, queremos vender aeronave, mas cabe também aos empresários brasileiros captar os compradores chineses”, afirmou a embaixadora.
Atualmente, os principais produtos exportados pelo Brasil à China são minério, soja e petróleo. Enquanto isso, a maioria dos mercadorias chineses exportadas ao Brasil é de alta tecnologia.
Um maior espaço de atuação das empresas brasileiras também deve ser obtido através de acordos bilaterais, segundo o Itamaraty. O pesquisador Eduardo Costa Pinto, do Ipea, explicou que as empresas estrangeiras encontram dificuldades para produzir em território chinês porque a elas são impostas barreiras pelo governo do país asiático.

“Existem muitas dificuldades na entrada de empresas brasileiras na China, mas há uma abertura para negociação. Temos que pensar em acordos bilaterais, porque a China não vai derrubar totalmente sua estrutura de regulamentação da produção de bens. Temos uma carta na manga para a negociação, que é a exportação de alimentos e energia. A China em crescimento acelerado precisa muito desses bens”, explicou.

Durante a viagem, o governo brasileiro assinará um acordo que oficializa a inauguração da Lapex China, laboratório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O novo laboratório da Embrapa vai desenvolver pesquisas na área agrícola em conjunto com pesquisadores chineses e pode abrir caminho para um maior o acesso de companhias do Brasil na produção de alimentos na China.

Esporte e educação
A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 também serão temas do encontro de Dilma com o presidente chinês, Hu Jintao. O Brasil quer utilizar os jogos internacionais para captar investimentos.

Na visita da presidente, serão assinados acordos que prevêem o intercâmbio de especialistas e troca de experiências nas áreas de esportes competitivos, organização de grandes eventos e medicina esportiva.

Segundo a embaixadora Edileuza Fontinele, o governo brasileiro também quer parcerias com a China na área educacional para aproximar os dois países.

“Será assinado um acordo entre a Capes e China Scholarship Council, para o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes em programas de treinamento profissional”, afirmou. Um dos objetivos é disseminar o português na China e o mandarim no Brasil.

Fonte:http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/04/dilma-assinara-cerca-de-20-acordos-de-cooperacao-com-china.html

sábado, 1 de janeiro de 2011

Dilma toma posse, promete erradicar probreza e mudar sistema tributário

Dilma Rousseff foi empossada neste sábado (1º) como presidente da República. Nos dois discursos que proferiu - no Congresso Nacional e no Parlatório do Palácio do Planalto - a nova presidente reafirmou o compromisso de combater a miséria e erradicar a pobreza. Falou também em mudanças no sistema de impostos e fez um aceno à oposição.

Segundo ela, a luta "mais obstinada" do novo governo será "a erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos".

No primeiro discurso, que durou 40 minutos, Dilma reafirmou a defesa da liberdade de culto e de imprensa, disse que a corrupção "será combatida permanentemente" e que estende a mão aos partidos de oposição.

"A partir deste momento, sou a presidente de todos os brasileiros", declarou. Dilma prometeu ainda melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança.

Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento, Dilma afirmou que " é preciso garantir a estabilidade, especialmente a estabilidade de preços, e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo da nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo".

Ela defendeu uma máquina administrativa mais eficiente e medidas para racionalizar o sistema tributário.

"É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte", afirmou.

Dilma lembrou os tempos da juventude, quando combateu a ditadura militar e foi presa e torturada.

"Queria dizer a vocês que eu dediquei toda a minha vida à causa do Brasil. Entreguei, como muitos aqui presentes, minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco não tenho ressentimento ou rancor. Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem", disse.

No discurso, a presidente reafirmou seu compromisso com os valores democráticos. "Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio, a censura e a ditadura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos".

No discurso no Parlatório, Dilma agradeceu a "oportunidade que a história me deu de ser a primeira mulher a governar o Brasil".

Ela também prestou homenagem ao ex-presidente Lula. "Conviver todos estes anos com o presidente Lula me deu a dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e por sua gente. A alegria que sinto pela minha posse como presidenta se mistura com a emoção da sua despedida".

Dilma afirmou que apesar das conquistas obtidas no governo Lula ainda há muito por ser feito.

"Já fizemos muito nos últimos oito anos, mas ainda há muito por fazer. E foi por acreditar que nós podemos fazer mais e melhor que o povo brasileiro nos trouxe até este momento. Agora é hora de trabalho. Agora é hora de união. União de todos nós pela educação das crianças e dos jovens. União pela saúde de qualidade para todos. União pela segurança de nossas comunidades. União para o Brasil continuar crescendo, gerando empregos", declarou.

Preparativos
Antes de receber a faixa presidencial, Dilma permaneceu na Granja do Torto, residência oficial da presidente eleita durante o período de transição. Recebeu assessores, maquiadora e ganhou buquês de flores.

Às 14h05, Dilma deixou a Granja do Torto rumo ao Congresso Nacional. Por causa da chuva, ela fez o trajeto em carro fechado e teve de entrar pela Chapelaria, em vez de subir a rampa.

Às 14h51, Dilma fez o juramento de posse e discursou. Em seguida, o presidente do Senado, José Sarney, declarou Dilma e Temer empossados para a Presidência e vice-Presidência, respectivamente.

Às 16h32, Dilma Rousseff deixou o Congresso Nacional, passou em revista às tropas e beijou a bandeira do Brasil.

Depois, iniciou desfile em carro aberto, junto com a filha, Paula Rousseff, rumo ao Palácio do Planalto. Lá, subiu a rampa ao lado do vice-presidente, Michel Temer. Ambos foram recebidos por Lula, que passou a faixa presidencial para Dilma às 16h49.

Às 16h54, Dilma discursou no Parlatório. Após o pronunciamento, recebeu cumprimentos de autoridades e chefes de Estado no Palácio do Planalto.

Depois, deu posse aos novos ministros. A presidente encerrou o dia participando de um coquetel no Itamaraty com chefes de Estado e autoridades.

Fonte - Dilma Rousseff foi empossada neste sábado (1º) como presidente da República. Nos dois discursos que proferiu - no Congresso Nacional e no Parlatório do Palácio do Planalto - a nova presidente reafirmou o compromisso de combater a miséria e erradicar a pobreza. Falou também em mudanças no sistema de impostos e fez um aceno à oposição.

Segundo ela, a luta "mais obstinada" do novo governo será "a erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos".

No primeiro discurso, que durou 40 minutos, Dilma reafirmou a defesa da liberdade de culto e de imprensa, disse que a corrupção "será combatida permanentemente" e que estende a mão aos partidos de oposição.

"A partir deste momento, sou a presidente de todos os brasileiros", declarou. Dilma prometeu ainda melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança.

Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento, Dilma afirmou que " é preciso garantir a estabilidade, especialmente a estabilidade de preços, e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo da nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo".

Ela defendeu uma máquina administrativa mais eficiente e medidas para racionalizar o sistema tributário.

"É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte", afirmou.

Dilma lembrou os tempos da juventude, quando combateu a ditadura militar e foi presa e torturada.

"Queria dizer a vocês que eu dediquei toda a minha vida à causa do Brasil. Entreguei, como muitos aqui presentes, minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco não tenho ressentimento ou rancor. Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem", disse.

No discurso, a presidente reafirmou seu compromisso com os valores democráticos. "Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio, a censura e a ditadura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos".

No discurso no Parlatório, Dilma agradeceu a "oportunidade que a história me deu de ser a primeira mulher a governar o Brasil".

Ela também prestou homenagem ao ex-presidente Lula. "Conviver todos estes anos com o presidente Lula me deu a dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e por sua gente. A alegria que sinto pela minha posse como presidenta se mistura com a emoção da sua despedida".

Dilma afirmou que apesar das conquistas obtidas no governo Lula ainda há muito por ser feito.

"Já fizemos muito nos últimos oito anos, mas ainda há muito por fazer. E foi por acreditar que nós podemos fazer mais e melhor que o povo brasileiro nos trouxe até este momento. Agora é hora de trabalho. Agora é hora de união. União de todos nós pela educação das crianças e dos jovens. União pela saúde de qualidade para todos. União pela segurança de nossas comunidades. União para o Brasil continuar crescendo, gerando empregos", declarou.

Preparativos
Antes de receber a faixa presidencial, Dilma permaneceu na Granja do Torto, residência oficial da presidente eleita durante o período de transição. Recebeu assessores, maquiadora e ganhou buquês de flores.

Às 14h05, Dilma deixou a Granja do Torto rumo ao Congresso Nacional. Por causa da chuva, ela fez o trajeto em carro fechado e teve de entrar pela Chapelaria, em vez de subir a rampa.

Às 14h51, Dilma fez o juramento de posse e discursou. Em seguida, o presidente do Senado, José Sarney, declarou Dilma e Temer empossados para a Presidência e vice-Presidência, respectivamente.

Às 16h32, Dilma Rousseff deixou o Congresso Nacional, passou em revista às tropas e beijou a bandeira do Brasil.

Depois, iniciou desfile em carro aberto, junto com a filha, Paula Rousseff, rumo ao Palácio do Planalto. Lá, subiu a rampa ao lado do vice-presidente, Michel Temer. Ambos foram recebidos por Lula, que passou a faixa presidencial para Dilma às 16h49.

Às 16h54, Dilma discursou no Parlatório. Após o pronunciamento, recebeu cumprimentos de autoridades e chefes de Estado no Palácio do Planalto.

Depois, deu posse aos novos ministros. A presidente encerrou o dia participando de um coquetel no Itamaraty com chefes de Estado e autoridades.

Fonte - Dilma Rousseff foi empossada neste sábado (1º) como presidente da República. Nos dois discursos que proferiu - no Congresso Nacional e no Parlatório do Palácio do Planalto - a nova presidente reafirmou o compromisso de combater a miséria e erradicar a pobreza. Falou também em mudanças no sistema de impostos e fez um aceno à oposição.

Segundo ela, a luta "mais obstinada" do novo governo será "a erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos".

No primeiro discurso, que durou 40 minutos, Dilma reafirmou a defesa da liberdade de culto e de imprensa, disse que a corrupção "será combatida permanentemente" e que estende a mão aos partidos de oposição.

"A partir deste momento, sou a presidente de todos os brasileiros", declarou. Dilma prometeu ainda melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança.

Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento, Dilma afirmou que " é preciso garantir a estabilidade, especialmente a estabilidade de preços, e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo da nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo".

Ela defendeu uma máquina administrativa mais eficiente e medidas para racionalizar o sistema tributário.

"É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte", afirmou.

Dilma lembrou os tempos da juventude, quando combateu a ditadura militar e foi presa e torturada.

"Queria dizer a vocês que eu dediquei toda a minha vida à causa do Brasil. Entreguei, como muitos aqui presentes, minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco não tenho ressentimento ou rancor. Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem", disse.

No discurso, a presidente reafirmou seu compromisso com os valores democráticos. "Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio, a censura e a ditadura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos".

No discurso no Parlatório, Dilma agradeceu a "oportunidade que a história me deu de ser a primeira mulher a governar o Brasil".

Ela também prestou homenagem ao ex-presidente Lula. "Conviver todos estes anos com o presidente Lula me deu a dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e por sua gente. A alegria que sinto pela minha posse como presidenta se mistura com a emoção da sua despedida".

Dilma afirmou que apesar das conquistas obtidas no governo Lula ainda há muito por ser feito.

"Já fizemos muito nos últimos oito anos, mas ainda há muito por fazer. E foi por acreditar que nós podemos fazer mais e melhor que o povo brasileiro nos trouxe até este momento. Agora é hora de trabalho. Agora é hora de união. União de todos nós pela educação das crianças e dos jovens. União pela saúde de qualidade para todos. União pela segurança de nossas comunidades. União para o Brasil continuar crescendo, gerando empregos", declarou.

Preparativos
Antes de receber a faixa presidencial, Dilma permaneceu na Granja do Torto, residência oficial da presidente eleita durante o período de transição. Recebeu assessores, maquiadora e ganhou buquês de flores.

Às 14h05, Dilma deixou a Granja do Torto rumo ao Congresso Nacional. Por causa da chuva, ela fez o trajeto em carro fechado e teve de entrar pela Chapelaria, em vez de subir a rampa.

Às 14h51, Dilma fez o juramento de posse e discursou. Em seguida, o presidente do Senado, José Sarney, declarou Dilma e Temer empossados para a Presidência e vice-Presidência, respectivamente.

Às 16h32, Dilma Rousseff deixou o Congresso Nacional, passou em revista às tropas e beijou a bandeira do Brasil.

Depois, iniciou desfile em carro aberto, junto com a filha, Paula Rousseff, rumo ao Palácio do Planalto. Lá, subiu a rampa ao lado do vice-presidente, Michel Temer. Ambos foram recebidos por Lula, que passou a faixa presidencial para Dilma às 16h49.

Às 16h54, Dilma discursou no Parlatório. Após o pronunciamento, recebeu cumprimentos de autoridades e chefes de Estado no Palácio do Planalto.

Depois, deu posse aos novos ministros. A presidente encerrou o dia participando de um coquetel no Itamaraty com chefes de Estado e autoridades.

Dilma Rousseff foi empossada neste sábado (1º) como presidente da República. Nos dois discursos que proferiu - no Congresso Nacional e no Parlatório do Palácio do Planalto - a nova presidente reafirmou o compromisso de combater a miséria e erradicar a pobreza. Falou também em mudanças no sistema de impostos e fez um aceno à oposição.

Segundo ela, a luta "mais obstinada" do novo governo será "a erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos".

No primeiro discurso, que durou 40 minutos, Dilma reafirmou a defesa da liberdade de culto e de imprensa, disse que a corrupção "será combatida permanentemente" e que estende a mão aos partidos de oposição.

"A partir deste momento, sou a presidente de todos os brasileiros", declarou. Dilma prometeu ainda melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança.

Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento, Dilma afirmou que " é preciso garantir a estabilidade, especialmente a estabilidade de preços, e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo da nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo".

Ela defendeu uma máquina administrativa mais eficiente e medidas para racionalizar o sistema tributário.

"É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte", afirmou.

Dilma lembrou os tempos da juventude, quando combateu a ditadura militar e foi presa e torturada.

"Queria dizer a vocês que eu dediquei toda a minha vida à causa do Brasil. Entreguei, como muitos aqui presentes, minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco não tenho ressentimento ou rancor. Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem", disse.

No discurso, a presidente reafirmou seu compromisso com os valores democráticos. "Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio, a censura e a ditadura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos".

No discurso no Parlatório, Dilma agradeceu a "oportunidade que a história me deu de ser a primeira mulher a governar o Brasil".

Ela também prestou homenagem ao ex-presidente Lula. "Conviver todos estes anos com o presidente Lula me deu a dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e por sua gente. A alegria que sinto pela minha posse como presidenta se mistura com a emoção da sua despedida".

Dilma afirmou que apesar das conquistas obtidas no governo Lula ainda há muito por ser feito.

"Já fizemos muito nos últimos oito anos, mas ainda há muito por fazer. E foi por acreditar que nós podemos fazer mais e melhor que o povo brasileiro nos trouxe até este momento. Agora é hora de trabalho. Agora é hora de união. União de todos nós pela educação das crianças e dos jovens. União pela saúde de qualidade para todos. União pela segurança de nossas comunidades. União para o Brasil continuar crescendo, gerando empregos", declarou.

Preparativos
Antes de receber a faixa presidencial, Dilma permaneceu na Granja do Torto, residência oficial da presidente eleita durante o período de transição. Recebeu assessores, maquiadora e ganhou buquês de flores.

Às 14h05, Dilma deixou a Granja do Torto rumo ao Congresso Nacional. Por causa da chuva, ela fez o trajeto em carro fechado e teve de entrar pela Chapelaria, em vez de subir a rampa.

Às 14h51, Dilma fez o juramento de posse e discursou. Em seguida, o presidente do Senado, José Sarney, declarou Dilma e Temer empossados para a Presidência e vice-Presidência, respectivamente.

Às 16h32, Dilma Rousseff deixou o Congresso Nacional, passou em revista às tropas e beijou a bandeira do Brasil.

Depois, iniciou desfile em carro aberto, junto com a filha, Paula Rousseff, rumo ao Palácio do Planalto. Lá, subiu a rampa ao lado do vice-presidente, Michel Temer. Ambos foram recebidos por Lula, que passou a faixa presidencial para Dilma às 16h49.

Às 16h54, Dilma discursou no Parlatório. Após o pronunciamento, recebeu cumprimentos de autoridades e chefes de Estado no Palácio do Planalto.

Depois, deu posse aos novos ministros. A presidente encerrou o dia participando de um coquetel no Itamaraty com chefes de Estado e autoridades.

http://g1.globo.com/politica/posse-de-dilma/noticia/2011/01/dilma-e-empossada-presidente-da-republica.html

sábado, 18 de dezembro de 2010

Na diplomação, Dilma promete honrar as mulheres e governar para todos

A presidente eleita Dilma Rousseff e o vice Michel Temer foram diplomados pelo TSE nesta sexta-feira (17). Com um discurso de seis minutos e meio, ela exaltou a figura do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ressaltou a importância da chegada de uma mulher ao posto mais alto de comando do País.

"É uma grande emoção tanto do ponto de vista da minha trajetória política como também da minha situação como mulher brasileira", disse Dilma.

Dilma afirmou que é uma “grande responsabilidade” suceder um presidente da “estatura” do presidente Lula e prometeu “honrar as mulheres, cuidar dos mais frágeis e governar para todos". Disse ainda que vai trabalhar pela estabilidade econômica do país e defender a liberdade de imprensa.

Declarou que é preciso aliar crescimento econômico com desenvolvimento social. “Nenhuma estratégia política e econômica é efetiva se não se refletir na vida de cada trabalhador, empresário e família.”

Dilma elogiou a Justiça Eleitoral pela modernidade na apuração dos votos nas eleições deste ano a forma como conduziu o processo eleitoral.

“Nós conquistamos no Brasil um processo excepcional. A lisura e eficiência da nossa justiça eleitoral são reconhecidas em todo o mundo”, disse.

A presidente eleita afirmou que o povo brasileiro amadureceu ao eleger um trabalhador e uma mulher para a Presidência da República.

Dilma também se disse emocionada . "Sem sombra de dúvida é uma imensa emoção receber esse diploma da corte responsável pelo processo eleitoral brasileiro",
declarou.
Fonte: http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/nacional-2/na-diplomacao-dilma-promete-honrar-as-mulheres-e-governar-para-todos-34921.html

domingo, 24 de outubro de 2010

O voto do Nordeste: para além do preconceito

O voto do Nordeste: para além do preconceito
O Nordeste liderou o crescimento do emprego formal no país com 5,9% de crescimento ao ano entre 2003 e 2009, taxa superior a de 5,4% registrada para o Brasil como um todo, e aos 5,2% do Sudeste, segundo dados da RAIS. Daí a ampla aprovação do Governo Lula em todos os Estados e nas diversas camadas da sociedade nordestina se refletir na acolhida a Dilma. Não é o voto da submissão - como antes - da desinformação, ou da ignorância. É o voto da auto- confiança recuperada, do reconhecimento do correto direcionamento de políticas estratégicas. É o voto na aposta de que o Nordeste não é só miséria (e, portanto, "Bolsa Família"), mas uma região plena de potencialidades. O artigo é de Tânia Bacelar de Araújo.
Tânia Bacelar de Araujo (*)
A ampla vantagem da candidata Dilma Rousseff no primeiro turno no Nordeste reacende o preconceito de parte de nossas elites e da grande mídia face às camadas mais pobres da sociedade brasileira e em especial face ao voto dos nordestinos. Como se a população mais pobre não fosse capaz de compreender a vida política e nela atuar em favor de seus interesses e em defesa de seus direitos. Não "soubesse" votar.
Desta vez, a correlação com os programas de proteção social, em especial o "Bolsa Família" serviu de lastro para essas análises parciais e eivadas de preconceito. E como a maior parte da população pobre do país está no Nordeste, no Norte e nas periferias das grandes cidades (vale lembrar que o Sudeste abriga 25% das famílias atendidas pelo "Bolsa Família"), os "grotões"- como nos tratam tais analistas ? teriam avermelhado. Mas os beneficiários destes Programas no Nordeste não são suficientemente numerosos para responder pelos percentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno : mais de 2/3 dos votos no MA, PI e CE, mais de 50% nos demais estados, e cerca de 60% no total ( contra 20% dados a Serra).
A visão simplista e preconceituosa não consegue dar conta do que se passou nesta região nos anos recentes e que explica a tendência do voto para Governadores, parlamentares e candidatos a Presidente no Nordeste.
A marca importante do Governo Lula foi a retomada gradual de políticas nacionais, valendo destacar que elas foram um dos principais focos do desmonte do Estado nos anos 90. Muitas tiveram como norte o combate às desigualdades sociais e regionais do Brasil. E isso é bom para o Nordeste.
Por outro lado, ao invés da opção estratégica pela "inserção competitiva" do Brasil na globalização - que concentra investimentos nas regiões já mais estruturadas e dinâmicas e que marcou os dois governos do PSDB -, os Governos de Lula optaram pela integração nacional ao fundar a estratégia de crescimento na produção e consumo de massa, o que favoreceu enormemente o Nordeste. Na inserção competitiva, o Nordeste era visto apenas por alguns "clusters" (turismo, fruticultura irrigada, agronegócio graneleiro...) enquanto nos anos recentes a maioria dos seus segmentos produtivos se dinamizaram, fazendo a região ser revisitada pelos empreendedores nacionais e internacionais.
Por seu turno, a estratégia de atacar pelo lado da demanda, com políticas sociais, política de reajuste real elevado do salário mínimo e a de ampliação significativa do crédito, teve impacto muito positivo no Nordeste. A região liderou - junto com o Norte - as vendas no comercio varejista do país entre 2003 e 2009. E o dinamismo do consumo atraiu investimentos para a região. Redes de supermercados, grandes magazines, indústrias alimentares e de bebidas, entre outros, expandiram sua presença no Nordeste ao mesmo tempo em que as pequenas e medias empresas locais ampliavam sua produção.
Além disso, mudanças nas políticas da Petrobras influíram muito na dinâmica econômica regional como a decisão de investir em novas refinarias (uma em construção e mais duas previstas) e em patrocinar - via suas compras - a retomada da indústria naval brasileira, o que levou o Nordeste a captar vários estaleiros.
Igualmente importante foi a política de ampliação dos investimentos em infra-estrutura - foco principal do PAC - que beneficiou o Nordeste com recursos que somados tem peso no total dos investimentos previstos superior a participação do Nordeste na economia nacional. No seu rastro,a construção civil "bombou" na região.
A política de ampliação das Universidades Federais e de expansão da rede de ensino profissional também atingiu favoravelmente o Nordeste, em especial cidades médias de seu interior. Merece destaque ainda a ampliação dos investimentos em C&T que trouxe para Universidades do Nordeste a liderança de Institutos Nacionais ? antes fortemente concentrados no Sudeste - dentre os quais se destaca o Instituto de Fármacos (na UFPE) e o Instituto de Neurociências instalado na região metropolitana de Natal sob a liderança do cientista brasileiro Miguel Nicolelis que organizará uma verdadeira ?cidade da ciência? num dos municípios mais pobres do RN (Macaíba).
Igualmente importante foi quebrar o mito de que a agricultura familiar era inviável. O PRONAF mais que sextuplicou seus investimentos entre 2002 e 2010 e outros programas e instrumentos de política foram criados ( seguro ? safra , Programa de Compra de Alimentos, estimulo a compras locais pela Merenda Escolar, entre outros) e o recente Censo Agropecuário mostrou que a agropecuária de base familiar gera 3 em cada 4 empregos rurais do país e responde por quase 40% do valor da produção agrícola nacional. E o Nordeste se beneficiou muito desta política, pois abriga 43% da população economicamente ativa do setor agrícola brasileiro.
Resultado: o Nordeste liderou o crescimento do emprego formal no país com 5,9% de crescimento ao ano entre 2003 e 2009, taxa superior a de 5,4% registrada para o Brasil como um todo, e aos 5,2% do Sudeste, segundo dados da RAIS.
Daí a ampla aprovação do Governo Lula em todos os Estados e nas diversas camadas da sociedade nordestina se refletir na acolhida a Dilma. Não é o voto da submissão - como antes - da desinformação, ou da ignorância. É o voto da auto- confiança recuperada, do reconhecimento do correto direcionamento de políticas estratégicas e da esperança na consolidação de avanços alcançados - alguns ainda incipientes e outros insuficientes. É o voto na aposta de que o Nordeste não é só miséria (e, portanto, "Bolsa Família"), mas uma região plena de potencialidades.
(*) Tânia Bacelar de Araujo é especialista em desenvolvimento regional, economista, socióloga e professora do Departamento de Economia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Dilma tem 56% dos votos válidos, e Serra, 44%, aponta o Datafolha

22/10/2010 02h54 - Atualizado em 22/10/2010 19h02
Dilma tem 56% dos votos válidos, e Serra, 44%, aponta o Datafolha
Considerando votos totais, petista registra 50%, e tucano, 40%.
Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Do G1, em São Paulo

imprimir O Datafolha divulgou na madrugada desta sexta-feira (22) nova pesquisa presidencial no segundo turno das eleições deste ano. Segundo o instituto, a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem 56% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), e o candidato do PSDB, José Serra, 44%.


(Arte/G1)A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que Dilma pode ter de 54% a 58%, e Serra, de 42% a 46%.

Na primeira pesquisa realizada pelo Datafolha no segundo turno, divulgada no último dia 10, Dilma registrou 54% dos votos válidos contra 46% de Serra. Na segunda pesquisa realizada pelo instituto, divulgada no último dia 15, os números se repetiram: Dilma também registrou 54% dos votos válidos, e Serra, 46%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo” e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 36.535/2010. O Datafolha fez 4.037 entrevistas na quinta-feira (21) em 243 cidades.

Votos totais
Considerando-se os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), a petista tem 50%, e o tucano, 40%. Brancos e nulos somam 4%, e 6% disseram não saber em quem votar. Na pesquisa anterior, Dilma registrou 47%, e Serra, 41%. Brancos e nulos somaram 4%, e indecisos, 8%.

Sexo e região
A pesquisa Datafolha registrou crescimento de Dilma entre os eleitores do sexo masculino. Ela passou de 51% para 55%. No período, Serra teve variação negativa de um ponto percentual. Entre as eleitoras, Dilma avançou dois pontos percentuais, o mesmo percentual da variação negativa de Serra entre as mulheres.

De acordo com a pesquisa, Dilma ampliou sua vantagem sobre Serra na região Nordeste, onde alcança agora 65% das intenções, contra 28% do tucano.

Religião
Em relação às pesquisas anteriores, a candidata do PT obteve maior intenção de voto entre os católicos, alcançando agora 54% contra 38% de José Serra. Entre os evangélicos pentecostais, a candidata do PT teve queda nas intenções de voto, enquanto se manteve estável na pesquisa entre os evangélicos não pentecostais.

domingo, 12 de setembro de 2010

FALTAM TRÊS SEMANAS

FALTAM TRÊS SEMANAS
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Editorial da Carta Maior
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Serra já tentou todas as máscaras; de neo-lulista a sucessor de Alvaro Uribe no comando da direita latino-americana. Fez-se passar por vítima e depois caluniou com sofreguidão. Não parou de cair nas pesquisas mas, sobretudo, algo que os isentos comentaristas fingem não ver, a forma arestosa como faz política, encharcada de falsidade quase colegial, inspira cada vez mais repulsa, mesmo entre seus pares. Serra tem 32% de rejeição, contra 27% de apoio nos levantamentos do complacente instituto de pesquisas da família Frias, cuja aderência à campanha demotucana não é mais objeto de discussão. Serra vai receber a extrema-unção política dia 3 de outubro ou em seguida, no 2º turno. O conservadorismo nativo sabe que ele é um fósforo queimado. Jamais será cogitado novamente como um líder aglutinador. A exemplo de certos colunistas e veículos, porta-vozes da direita e da extrema-direita nativa, Serra sabe que perdeu o bonde da história e quer vingança. Eles já teriam disparado a bala de prata se ela existisse. Não conseguiram uma. Resta-lhes o método da saturação. Expelir diariamente acusações, calúnias, falsas denúncias, insinuações, preconceitos, mentiras. Requentar velhos temas, criar uma nuvem de ilações descabidas. Recriar, enfim, o artifício udenista de um mar de lama em torno do governo, do PT, de Lula e Dilma na esperança de que, ao menos, sua derrota seja também uma derrota da democracia. Quem sabe capaz de reproduzir no país uma classe média de vocação golpista, a exemplo do que a direita conseguiu na Venezuela. Serra, os petizes da Veja, os aliados espalhados na mídia demotucana em geral, não têm o talento de um Carlos Lacerda. Nem a coragem dos golpistas que íam às ruas apregoar abertamente a derrubada de governos. O que eles possuem de mais perigoso no momento é a consciência de que não têm mais nada a perder. Derrotados, pior que isso, desmoralizados como incompetentes entre seus próprios pares, atingiram aquele ponto em que são capazes de qualquer coisa. Faltam três semanas para as eleições. A barragem de fogo vai se intensificar. Contra o jogral da mídia pró-Serra, o Presidente Lula terá que usar todo o peso de sua liderança popular para consumar a vitória das forças democráticas contra uma direita disposta a se transformar em carniça para incomodar até depois de morta.