terça-feira, 28 de agosto de 2012
Assembleia Geral encerra Greve de Servidores Públicos Federais.
O secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, afirmou no fim da tarde desta terça-feira (28) que 90% dos servidores em greve sinalizaram que irão aceitar a proposta de reajuste de 15,8%, diluídos nos próximos três anos.
"As sinalizações que nós temos, do que já está feito do acordo e vamos ficar aqui até meia noite pra receber entidades, é de que mais de 90% dos servidores públicos do executivo civil, representado pelas entidades, assinarão o acordo com o governo federal", disse Mendonça.
Policiais federais decidem manter greve e marcam assembleia
Com greve, Anvisa notifica empresas sobre falta de remédios
Em contrapartida, o governo decidiu adiar para amanhã a data limite para assinatura de acordos com as categorias em greve. O prazo era até hoje. Para a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Publico Federal), a mudança não altera a decisão da entidade. "Só queremos ter tempo para ler a minuta do acordo com calma, para não dar problema depois de assinar. Mas a mudança na data não vai interferir em nada, a decisão já foi tomada".
Costa destacou que os funcionários ligados à entidade vão receber aumento que pode variar entre 14% e 37%, em alguns casos, devido a correção de distorções. Mesmo com o percentual alto, o impacto sobre a folha de pagamento não ultrapassa o teto oferecido pelo governo.
"Nós entendemos que a proposta ficou distante da nossa pauta, mas em contrapartida a categoria tem a maturidade de entender que saímos de zero para algum percentual. Foi uma vitória do movimento quebrar a intransigência do governo Dilma", comentou Costa.
O acordo vai beneficiar servidores de 18 categorias --cerca de 510 mil, entre ativos e inativos: Funasa, Funai, Arquivo Nacional, Imprensa Nacional, Museu do Índio, Embratur, Secretaria de Patrimônio da União, funcionários do setor administrativo da Polícia Rodoviária Federal e dos ministérios da Integração Nacional, Saúde, Agricultura, Cultura, Fazenda, Planejamento, Justiça, Transporte, Previdência e Trabalho.
Com AGÊNCIA BRASIL
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Aprovação a Dilma sobe em dezembro e chega a 72%, mostra pesquisa CNI/Ibope
Os atuais Meios de comunicação ortodoxo não estão influenciando tanto a opiniao do Povo Brasileiro. A preferencia deles pelas redes sociais é numericamente maior, doque a preferencia por livors, jornais e revistas. A noticia que as redes oferecem são melhores filtradas pelos internautas.São noticias em tempo real e fala a lingua do povo. Sua interação é instantanea, nao é dnecessário interlocutores, em qualquer lugar o cidadao pode expressar o seu sentimento de aprovação e reprovação. Pode ser numa lun house, no cyber café, no aeroporto, nas ruas, em casa no trabalho e tantos outros lugares que a Internet esteja presente.
Viva a Democracia. Democracia com comunicação de massa evita os ataques especulativos na economia, politica e no cotidiano de uma sociedade. Vamos ampliar o acesso da população oas meios de comunicação virtual.
"Levantamento revela ainda que, para 56%, governo da presidente é ótimo e bom.
A popularidade da presidente Dilma Rousseff continua em alta, assim como a avaliação positiva do seu governo. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (16) aponta que 72% dos brasileiros avaliam o desempenho da presidente como bom ou ótimo e 56% consideram o governo bom e ótimo. O levantamento foi feito pelo Ibope a pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e é o último do ano.
Leia mais notícias no R7
Na última pesquisa, feita em setembro, 71% dos brasileiros avaliaram como bom e ótimo o desempenho pessoal da presidente e 51% consideraram o governo Dilma bom e ótimo.
Em dezembro, para 32% dos entrevistados, a gestão de Dilma foi regular, enquanto que, em setembro, o número foi de 34%. Ruim ou péssimo foi a resposta de 9% dos brasileiros consultados neste mês – na última pesquisa foi de 11%. Ao todo, 3% dos entrevistados não quiseram ou souberam responder.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 2 e 5 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Confira também
Veja fotos que marcam a trajetória de Dilma
Dilma é 2ª mais popular na América Latina
Bachelet elogia governo Dilma
Um mês antes, uma sondagem feita pelo instituto Sensus a pedido da CNT (Confederação Nacional do Transporte) apontou que 70,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais aprovavam o desempenho pessoal da presidente no comando do país e 49,2% consideraram o governo Dilma ótimo e bom.
Expectativa e confiança
A pesquisa CNI também aponta a expectativa da população brasileira em relação ao resto do governo da presidente. O percentual de entrevistados que acreditam que o restante do governo será ótimo ou bom chegou a 59%. Apenas 24% acreditam que o governo será ruim ou péssimo.
Quase 70% dos brasileiros confiam em Dilma e 26% não confiam.
Mais da metade da população (57%) considera o governo Dilma igual ao de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. É um percentual que se mantém constante desde julho. Apenas 12% acham que a gestão da presidente é melhor, 28% consideram pior e 2% não responderam.
Entre a ultima pesquisa e a de hoje, o percentual dos que consideram Dilma melhor que Lula caiu de 15% para 12%.
Explicações
O gerente executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, disse que os resultados positivos podem ser analisados por dois motivos.
O primeiro está ligado ao desenvolvimento da economia, às baixas taxas de desemprego e à satisfação do brasileiro com sua atual condição de vida.
- Se a população se sente satisfeita em termos de economia, taxa de desemprego, principalmente, se o rendimento está subindo, isso reflete na avaliação em relação ao governo.
Outra questão importante, na opinião de Fonseca, é que Dilma teria saído ilesa das denúncias de corrupção que atingiram alguns de seus ministros.
- Percebemos que, em todas as crises de denúncias contra ministros, a presidente conseguiu praticamente se blindar dos efeitos da crise. Desde a primeira vez [que houve denúncia], mesmo com alguma demora ela conseguiu se distanciar dessas denuncias e elas ficaram restritas aos ministros.
Viva a Democracia. Democracia com comunicação de massa evita os ataques especulativos na economia, politica e no cotidiano de uma sociedade. Vamos ampliar o acesso da população oas meios de comunicação virtual.
"Levantamento revela ainda que, para 56%, governo da presidente é ótimo e bom.
A popularidade da presidente Dilma Rousseff continua em alta, assim como a avaliação positiva do seu governo. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (16) aponta que 72% dos brasileiros avaliam o desempenho da presidente como bom ou ótimo e 56% consideram o governo bom e ótimo. O levantamento foi feito pelo Ibope a pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e é o último do ano.
Leia mais notícias no R7
Na última pesquisa, feita em setembro, 71% dos brasileiros avaliaram como bom e ótimo o desempenho pessoal da presidente e 51% consideraram o governo Dilma bom e ótimo.
Em dezembro, para 32% dos entrevistados, a gestão de Dilma foi regular, enquanto que, em setembro, o número foi de 34%. Ruim ou péssimo foi a resposta de 9% dos brasileiros consultados neste mês – na última pesquisa foi de 11%. Ao todo, 3% dos entrevistados não quiseram ou souberam responder.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 2 e 5 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Confira também
Veja fotos que marcam a trajetória de Dilma
Dilma é 2ª mais popular na América Latina
Bachelet elogia governo Dilma
Um mês antes, uma sondagem feita pelo instituto Sensus a pedido da CNT (Confederação Nacional do Transporte) apontou que 70,2% dos brasileiros com 16 anos ou mais aprovavam o desempenho pessoal da presidente no comando do país e 49,2% consideraram o governo Dilma ótimo e bom.
Expectativa e confiança
A pesquisa CNI também aponta a expectativa da população brasileira em relação ao resto do governo da presidente. O percentual de entrevistados que acreditam que o restante do governo será ótimo ou bom chegou a 59%. Apenas 24% acreditam que o governo será ruim ou péssimo.
Quase 70% dos brasileiros confiam em Dilma e 26% não confiam.
Mais da metade da população (57%) considera o governo Dilma igual ao de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. É um percentual que se mantém constante desde julho. Apenas 12% acham que a gestão da presidente é melhor, 28% consideram pior e 2% não responderam.
Entre a ultima pesquisa e a de hoje, o percentual dos que consideram Dilma melhor que Lula caiu de 15% para 12%.
Explicações
O gerente executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, disse que os resultados positivos podem ser analisados por dois motivos.
O primeiro está ligado ao desenvolvimento da economia, às baixas taxas de desemprego e à satisfação do brasileiro com sua atual condição de vida.
- Se a população se sente satisfeita em termos de economia, taxa de desemprego, principalmente, se o rendimento está subindo, isso reflete na avaliação em relação ao governo.
Outra questão importante, na opinião de Fonseca, é que Dilma teria saído ilesa das denúncias de corrupção que atingiram alguns de seus ministros.
- Percebemos que, em todas as crises de denúncias contra ministros, a presidente conseguiu praticamente se blindar dos efeitos da crise. Desde a primeira vez [que houve denúncia], mesmo com alguma demora ela conseguiu se distanciar dessas denuncias e elas ficaram restritas aos ministros.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
4º Congresso do Partido dos Trabalhadores - Brasília-DF
Partido dos Trabalhadores foi fundado no dia 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion, em São Paulo. O Partido surgiu da organização sindical espontânea de operários paulistas, liderados por Luiz Inácio Lula da Silva e outras lideranças de trabalhadores, no final da década de 1970, dentro do vácuo político criado pela repressão do regime militar aos partidos comunistas tradicionais e aos grupos de esquerda então existentes. Assim, o PT foi fundado com um viés socialista democrático. O Partido dos Trabalhadores foi oficialmente reconhecido como partido político pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral no dia 11 de fevereiro de 1982.
http://www.pt.org.br/index.php?/o_partido
http://www.pt.org.br/index.php?/o_partido
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Dilma assinará cerca de 20 acordos de cooperação com a China
Dilma assinará cerca de 20 acordos de cooperação com a China
Principal objetivo é diversificar exportação, diz embaixadora brasileira.
Acordos preveem parcerias em tecnologia e esporte, para Copa de 2014.
Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília
imprimir
Acordos que devem ser assinados entre Brasil e China
Defesa Parcerias em produtos, serviços, gestão em material de defesa, e troca de conhecimento no setor. Também prevê intercâmbio de informações sobre a atuação dos dois países em missões de paz das Nações Unidas.
Recursos hídricos Parcerias no gerenciamento dos recursos hídricos e proteção de mananciais.
Pesos e medidas Acordo entre o Inmetro e empresa chinesa para a troca de conhecimento sobre produtos dos dois países, como pesos, medidas, qualidade.
Agricultura Parcerias no desenvolvimento de tecnologia em agricultura, para ampliar a produção de alimentos.
Agricultura tropical Parceria no desenvolvimento de tecnologia específica para a produção de alimentos em clima tropical.
Pesquisa agrícola Instalação do Lapex China, um laboratório da Embrapa que vai desenvolver pesquisas na área agrícola em conjunto com pesquisadores chineses.
Esportes Preparar o Brasil para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Prevê o intercâmbio de especialistas e troca de experiências.
Nanotecnologia O objetivo é desenvolver, em conjunto, novos materiais a partir de átomos, como chips de computador.
Bambu Novas tecnologias na exploração e produção de materiais feitos a partir do bambu.
Biocombustíveis Parcerias no desenvolvimento de energia dos biocombustíveis. Uma das possibilidades na China é desenvolver biocombustível a partir de algas.
Educação A finalidade é aprofundar, no Brasil, os estudos sobre China, em parceria com a UFRGS e Instituto Confúcio .
Intercâmbio Expandir o conhecimento mútuo dos dois países e disseminar o mandarim no Brasil e o português, na China.
Energia Desenvolver linhas de transmissão de energia de longa distância em parceria entre a Petrobras e o State Grid.
Telecomunicações O investimento será de US$ 200 milhões e terá como finalidade a produção de equipamentos de comunicação em território brasileiro.
A presidente Dilma Rousseff desembarcou na China no final da noite deste domingo (10) em uma viagem que traçará o rumo da relação do Brasil com o país asiático nos próximos anos. No país, Dilma assina cerca de 20 acordos comerciais nas áreas de tecnologia, agricultura, esporte, educação e comércio.
Terceira agenda internacional da presidente, a passagem de Dilma pelas cidades de Pequim, Sanya, Boao e Xian demonstram o interesse brasileiro em aumentar as relações comerciais e política com os chineses. No centro das negociações entre os dois países, está a exigência pelo Brasil de “reciprocidade”.
Entre os acordos que serão assinados com a China está um que prevê a venda de aeronaves da empresa brasileira Embraer para companhias aéreas chinesas. Os aviões farão voos regionais no país asiático.
Outros acordos que serão assinados estabelecem a instalação de um centro de pesquisa conjunta em nanotecnologia. Há também parcerias em pesquisa e inovação em agricultura, defesa, biocombustíveis, eletricidade e prospecção de petróleo.
A China pode contribuir compartilhando conhecimento nas áreas espacial e de nanotecnologia, enquanto Brasil está apto a dividir técnicas de localização e prospecção de petróleo e gás, por exemplo.
“Há terreno para avançarmos na área espacial e outras. A China é um país avançado. É o caso de intercambiarmos técnicas, métodos, visitas de especialistas”, disse a embaixadora Maria Edileuza Fontinele, subsecretária de Política do Itamaraty,
Serão oficializadas também parcerias entre a Petrobras e as empresas chinesas Sinochem e Sinopec para o desenvolvimento de tecnologias de prospecção e troca de experiências em pesquisas geológicas.
Outro acordo prevê parcerias no desenvolvimento de energia através de biocombustíveis. Uma das possibilidades estudadas na China é produzir biocombustível a partir de algas.
Comércio bilateral
Dilma Rousseff chega a Pequim. (Foto: AFP)
Apesar da disposição do governo brasileiro de negociar a ampliação das mercadorias exportadas para a China, será tarefa difícil vender produtos de alta tecnologia a um país que já produz, em grande escala e a preços competitivos, equipamentos modernos.
O pesquisador da área internacional do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicas (IPEA) Eduardo Costa Pinto explica que o Brasil deve negociar com a China a participação na cadeia produtiva de bens de alta tecnologia, como a produção de componentes de carros e máquinas.
“Batalhar por exportar tecnologia à China é tarefa inglória, mas podemos criar instrumentos de negociação para participar da cadeia produtiva de produtos de alta tecnologia, por exemplo, a produção de elementos de um carro”, afirmou.
Uma das possibilidades de agregar valor aos produtos brasileiros é investir em parcerias para o desenvolvimento de tecnologia, como o Brasil deve fazer com os acordos que serão assinados.
Para o professor de Relações Internacionais Universidade de São Paulo (USP) Gilmar Masiero, a prioridade da visita de Dilma à China deve ser a cooperação tecnológica.“Eu colocaria como item primordial as potencialidades de cooperação tecnológica. A tecnologia está muito cara para ser desenvolvida de forma independente”, disse em entrevista por telefone.
'Reciprocidade'
O país quer igualdade de condições tanto no acesso de mercadorias quanto na participação de empresas brasileiras em território chinês. De acordo com a embaixadora Maria Edileuza Fontenele, o Brasil quer ampliar a exportação de produtos tecnológicos, com maior valor agregado.
“A mensagem é: queremos exportar produtos de maior valor agregado, queremos vender aeronave, mas cabe também aos empresários brasileiros captar os compradores chineses”, afirmou a embaixadora.
Atualmente, os principais produtos exportados pelo Brasil à China são minério, soja e petróleo. Enquanto isso, a maioria dos mercadorias chineses exportadas ao Brasil é de alta tecnologia.
Um maior espaço de atuação das empresas brasileiras também deve ser obtido através de acordos bilaterais, segundo o Itamaraty. O pesquisador Eduardo Costa Pinto, do Ipea, explicou que as empresas estrangeiras encontram dificuldades para produzir em território chinês porque a elas são impostas barreiras pelo governo do país asiático.
“Existem muitas dificuldades na entrada de empresas brasileiras na China, mas há uma abertura para negociação. Temos que pensar em acordos bilaterais, porque a China não vai derrubar totalmente sua estrutura de regulamentação da produção de bens. Temos uma carta na manga para a negociação, que é a exportação de alimentos e energia. A China em crescimento acelerado precisa muito desses bens”, explicou.
Durante a viagem, o governo brasileiro assinará um acordo que oficializa a inauguração da Lapex China, laboratório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O novo laboratório da Embrapa vai desenvolver pesquisas na área agrícola em conjunto com pesquisadores chineses e pode abrir caminho para um maior o acesso de companhias do Brasil na produção de alimentos na China.
Esporte e educação
A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 também serão temas do encontro de Dilma com o presidente chinês, Hu Jintao. O Brasil quer utilizar os jogos internacionais para captar investimentos.
Na visita da presidente, serão assinados acordos que prevêem o intercâmbio de especialistas e troca de experiências nas áreas de esportes competitivos, organização de grandes eventos e medicina esportiva.
Segundo a embaixadora Edileuza Fontinele, o governo brasileiro também quer parcerias com a China na área educacional para aproximar os dois países.
“Será assinado um acordo entre a Capes e China Scholarship Council, para o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes em programas de treinamento profissional”, afirmou. Um dos objetivos é disseminar o português na China e o mandarim no Brasil.
Fonte:http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/04/dilma-assinara-cerca-de-20-acordos-de-cooperacao-com-china.html
Principal objetivo é diversificar exportação, diz embaixadora brasileira.
Acordos preveem parcerias em tecnologia e esporte, para Copa de 2014.
Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília
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Acordos que devem ser assinados entre Brasil e China
Defesa Parcerias em produtos, serviços, gestão em material de defesa, e troca de conhecimento no setor. Também prevê intercâmbio de informações sobre a atuação dos dois países em missões de paz das Nações Unidas.
Recursos hídricos Parcerias no gerenciamento dos recursos hídricos e proteção de mananciais.
Pesos e medidas Acordo entre o Inmetro e empresa chinesa para a troca de conhecimento sobre produtos dos dois países, como pesos, medidas, qualidade.
Agricultura Parcerias no desenvolvimento de tecnologia em agricultura, para ampliar a produção de alimentos.
Agricultura tropical Parceria no desenvolvimento de tecnologia específica para a produção de alimentos em clima tropical.
Pesquisa agrícola Instalação do Lapex China, um laboratório da Embrapa que vai desenvolver pesquisas na área agrícola em conjunto com pesquisadores chineses.
Esportes Preparar o Brasil para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Prevê o intercâmbio de especialistas e troca de experiências.
Nanotecnologia O objetivo é desenvolver, em conjunto, novos materiais a partir de átomos, como chips de computador.
Bambu Novas tecnologias na exploração e produção de materiais feitos a partir do bambu.
Biocombustíveis Parcerias no desenvolvimento de energia dos biocombustíveis. Uma das possibilidades na China é desenvolver biocombustível a partir de algas.
Educação A finalidade é aprofundar, no Brasil, os estudos sobre China, em parceria com a UFRGS e Instituto Confúcio .
Intercâmbio Expandir o conhecimento mútuo dos dois países e disseminar o mandarim no Brasil e o português, na China.
Energia Desenvolver linhas de transmissão de energia de longa distância em parceria entre a Petrobras e o State Grid.
Telecomunicações O investimento será de US$ 200 milhões e terá como finalidade a produção de equipamentos de comunicação em território brasileiro.
A presidente Dilma Rousseff desembarcou na China no final da noite deste domingo (10) em uma viagem que traçará o rumo da relação do Brasil com o país asiático nos próximos anos. No país, Dilma assina cerca de 20 acordos comerciais nas áreas de tecnologia, agricultura, esporte, educação e comércio.
Terceira agenda internacional da presidente, a passagem de Dilma pelas cidades de Pequim, Sanya, Boao e Xian demonstram o interesse brasileiro em aumentar as relações comerciais e política com os chineses. No centro das negociações entre os dois países, está a exigência pelo Brasil de “reciprocidade”.
Entre os acordos que serão assinados com a China está um que prevê a venda de aeronaves da empresa brasileira Embraer para companhias aéreas chinesas. Os aviões farão voos regionais no país asiático.
Outros acordos que serão assinados estabelecem a instalação de um centro de pesquisa conjunta em nanotecnologia. Há também parcerias em pesquisa e inovação em agricultura, defesa, biocombustíveis, eletricidade e prospecção de petróleo.
A China pode contribuir compartilhando conhecimento nas áreas espacial e de nanotecnologia, enquanto Brasil está apto a dividir técnicas de localização e prospecção de petróleo e gás, por exemplo.
“Há terreno para avançarmos na área espacial e outras. A China é um país avançado. É o caso de intercambiarmos técnicas, métodos, visitas de especialistas”, disse a embaixadora Maria Edileuza Fontinele, subsecretária de Política do Itamaraty,
Serão oficializadas também parcerias entre a Petrobras e as empresas chinesas Sinochem e Sinopec para o desenvolvimento de tecnologias de prospecção e troca de experiências em pesquisas geológicas.
Outro acordo prevê parcerias no desenvolvimento de energia através de biocombustíveis. Uma das possibilidades estudadas na China é produzir biocombustível a partir de algas.
Comércio bilateral
Dilma Rousseff chega a Pequim. (Foto: AFP)
Apesar da disposição do governo brasileiro de negociar a ampliação das mercadorias exportadas para a China, será tarefa difícil vender produtos de alta tecnologia a um país que já produz, em grande escala e a preços competitivos, equipamentos modernos.
O pesquisador da área internacional do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicas (IPEA) Eduardo Costa Pinto explica que o Brasil deve negociar com a China a participação na cadeia produtiva de bens de alta tecnologia, como a produção de componentes de carros e máquinas.
“Batalhar por exportar tecnologia à China é tarefa inglória, mas podemos criar instrumentos de negociação para participar da cadeia produtiva de produtos de alta tecnologia, por exemplo, a produção de elementos de um carro”, afirmou.
Uma das possibilidades de agregar valor aos produtos brasileiros é investir em parcerias para o desenvolvimento de tecnologia, como o Brasil deve fazer com os acordos que serão assinados.
Para o professor de Relações Internacionais Universidade de São Paulo (USP) Gilmar Masiero, a prioridade da visita de Dilma à China deve ser a cooperação tecnológica.“Eu colocaria como item primordial as potencialidades de cooperação tecnológica. A tecnologia está muito cara para ser desenvolvida de forma independente”, disse em entrevista por telefone.
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O país quer igualdade de condições tanto no acesso de mercadorias quanto na participação de empresas brasileiras em território chinês. De acordo com a embaixadora Maria Edileuza Fontenele, o Brasil quer ampliar a exportação de produtos tecnológicos, com maior valor agregado.
“A mensagem é: queremos exportar produtos de maior valor agregado, queremos vender aeronave, mas cabe também aos empresários brasileiros captar os compradores chineses”, afirmou a embaixadora.
Atualmente, os principais produtos exportados pelo Brasil à China são minério, soja e petróleo. Enquanto isso, a maioria dos mercadorias chineses exportadas ao Brasil é de alta tecnologia.
Um maior espaço de atuação das empresas brasileiras também deve ser obtido através de acordos bilaterais, segundo o Itamaraty. O pesquisador Eduardo Costa Pinto, do Ipea, explicou que as empresas estrangeiras encontram dificuldades para produzir em território chinês porque a elas são impostas barreiras pelo governo do país asiático.
“Existem muitas dificuldades na entrada de empresas brasileiras na China, mas há uma abertura para negociação. Temos que pensar em acordos bilaterais, porque a China não vai derrubar totalmente sua estrutura de regulamentação da produção de bens. Temos uma carta na manga para a negociação, que é a exportação de alimentos e energia. A China em crescimento acelerado precisa muito desses bens”, explicou.
Durante a viagem, o governo brasileiro assinará um acordo que oficializa a inauguração da Lapex China, laboratório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O novo laboratório da Embrapa vai desenvolver pesquisas na área agrícola em conjunto com pesquisadores chineses e pode abrir caminho para um maior o acesso de companhias do Brasil na produção de alimentos na China.
Esporte e educação
A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 também serão temas do encontro de Dilma com o presidente chinês, Hu Jintao. O Brasil quer utilizar os jogos internacionais para captar investimentos.
Na visita da presidente, serão assinados acordos que prevêem o intercâmbio de especialistas e troca de experiências nas áreas de esportes competitivos, organização de grandes eventos e medicina esportiva.
Segundo a embaixadora Edileuza Fontinele, o governo brasileiro também quer parcerias com a China na área educacional para aproximar os dois países.
“Será assinado um acordo entre a Capes e China Scholarship Council, para o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes em programas de treinamento profissional”, afirmou. Um dos objetivos é disseminar o português na China e o mandarim no Brasil.
Fonte:http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/04/dilma-assinara-cerca-de-20-acordos-de-cooperacao-com-china.html
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